Ossos têm 12,5 milhões de anos, 3 milhões a mais que os já conhecidos.
Dentes e fragmentos de mandíbulas foram descobertos por americanos.
Cientistas americanos descobriram no Quênia os fósseis de macacos mais antigos do chamado Velho Mundo (território conhecido pelos europeus até o século 15, que abrangia Europa, Ásia e África). Os ossos têm 12,5 milhões de anos, 3 milhões a mais que os conhecidos até agora. A maioria dos fósseis encontrados são pequenos dentes e fragmentos de ossos, principalmente de mandíbulas.
O achado foi feito nos Montes Tugen, por pesquisadores das universidades de Nova York, Yale e Stony Brook. A equipe foi liderada por James Rossie, Christopher Gilbert e Andew Hill, que publicaram os resultados na edição online desta segunda-feira (18) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.

Dentes de antigos macacos encontrados por cientistas americanos no Quênia (Foto: PNAS/Divulgação)
Esses macacos da família Cercopithecidae viveram em um período geológico da era Cenozoica chamado Mioceno, entre 23 milhões e 5 milhões de anos atrás. Foi nessa época que surgiram os mamíferos considerados "evoluídos", como primatas e ruminantes.
Segundo os autores, os fósseis pertencem a uma ou possivelmente duas espécies primitivas de macacos da subfamília Colobinae, que reúne 59 espécies e dez gêneros diferentes. Além disso, a morfologia desses animais sugere que eles eram menos folívoros (indivíduos que comem basicamente folhas) que seus parentes modernos. A origem e posterior diversificação desses macacos, porém, são incertas e pouco documentadas em períodos anteriores a 9,5 milhões de anos, pela escassez de sítios arqueológicos na África que datem de 15 milhões a 6 milhões de anos atrás, destacam os pesquisadores.
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